segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Sistema Reprodutor Masculino


Sistema Reprodutor masculino é composto pelos testículos, epidídimo, ductos seminais intra e extratesticulares, glândulas anexas e pênis.


Testículo
 Estes túbulos estão contidos em lóbulos, que são formados por septos fibrosos estendidos a partir da túnica albugínea. A túnica albugínea forma a primeira capa protetora interna dos túbulos seminíferos, seguida da túnica vaginal e do saco escrotal. Entre os túbulos encontram-se as células de Leydig ou células intersticiais que são células endócrinas onde são produzidos hormônios esteróides, entre os quais a testosterona. O epitélio do túbulo seminífero é um epitélio estratificado complexo, constituído por dois tipos básico de células: as células de sertoli e as células espermatogênicas. As células de sertóli constituem uma população que não prolifera, composta por um único tipo celular. Cada célula estende-se da membrana basal até a luz do túbulo seminífero. As células espermatogênicas constituem uma população em proliferação, composta por células em várias fases de um complexo processo de diferenciação. A espermatogênese pode ser dividida em três fases distintas:
1-     fase espermatogônica;
2-     fase espermatocítica ou meiose e
3-     fase de espermátide ou espermiogênese.  
 

As células mais imaturas encontram-se perto da membrana basal. A medida que as células proliferam e sofrem diferenciação, movem-se em direção a luz do túbulo seminífero. Geralmente podem ser identificadas, no epitélio seminífero, quatro ou cinco camadas celulares concêntricas, que representam gerações de células em várias fases do desenvolvimento. Estas células espermatogênicas morfologicamente distintas estão em uma das três fases básicas do desenvolvimento, e são identificadas como espermatogônias, espermatócitos e espermátides.  As espermatogônias derivadas de células germinativas primordiais, sofrem uma série de divisões mitóticas e diferenciação morfológica limitada. Ao final da divisão dessas espermatogônias, são produzidos espermatócitos, os quais se dividem meioticamente e produzem as espermátides. Estas células haplóides sofrem diferenciação morfológica drástica, conhecida como espermiogênese, à medida que vão sendo transformadas em espermatozóides.

Funções das células de Sertoli
1- Dar suporte físico às células espermatogênicas;
2-Mediar os movimentos, através do epitélio seminífero, de esteróides, metabólitos e nutrientes utilizados pelas células espermatogênicas.
3-Restringir os movimentos de moléculas extracelulares no epitélio seminífero através da criação de junções de oclusão (barreira hematotesticular) entre células de Sertoli adjacentes. Impede desencadeamento de resposta imunológica contra os espermatozóides.
4-Fagocitar as células espermatogênicas degeneradas e o excesso de citoplasma oriundo das espermátides em fase de diferenciação.
5-Secretar proteínas que se ligam aos andrógenios e que servem para concentrar testosterona no epitélio seminífero e na porção proximal dos ductos genitais.
6- Secretar varias substâncias estimuladoras e inibidoras da regulação da mitose, da meiose, das funções esteroidogênicas das células de Leydig e da liberação de gonadotrofinas pela hipófise.
7- Controlar os movimentos das células espermatogênicas no epitélio seminífero e a liberação dos espermatozóides para a luz do túbulo seminífero.

 

Sistema de ductos genitais
Nas extremidades dos túbulos seminíferos há túbulos curtos e retos, os túbulos retos, que são contínuos com a rede testicular. Na junção dos túbulos seminíferos com os túbulos retos ocorre uma mudança do revestimento epitelial, sendo desprovido de células espermatogênicas. Os túbulos retos terminam na rede testicular, posicionada posteriormente no testículo, formada de uma rede de túbulos com epitélio cúbico de células contendo um cílio e alguns microvilos.

Túbulos Eferentes
A rede testicular termina em 12 a 20 ductos, os túbulos eferentes, que penetram na túnica albugínea e passam do testículo para o epidídimo. Quando os ductos saem do testículo formam massas espiraladas que vão unir-se abrindo-se em um único ducto, o ducto do epidídimo. Os túbulos eferentes são formados de epitélio pseudo estratificado cilíndrico, com células ciliadas e não ciliadas. As células ciliadas parecem estar relacionadas com o auxílio do transporte dos espermatozóides imóveis e líquidos. Já as células não ciliadas tem papel de reabsorção de líquidos produzidos nos túbulos seminíferos. Uma camada de músculo, cada vez mais espessa acompanha os túbulos eferentes. Esta camada está também relacionada com a movimentação dos espermatozóides imóveis através dos túbulos.

Epidídimo
O epidídimo é um órgão formado pelo ducto do epidídimo, um tecido muscular circundante e um tecido conjuntivo vascularizado. O epidídimo desempenha papel fundamental no desenvolvimento do espermatozóide funcional, proporcionando um ambiente essencial e alguns produtos moleculares necessários à sua maturação. O ducto do epidídimo apresenta epitélio pseudo estratificado cilíndrico e as células que chegam até a luz têm como principal característica a presença de estereocílios. Estas células têm função absortivas e secretoras.

Ducto Deferente
Inicia-se como continuação do ducto do epidídimo e termina na porção prostática da uretra. A esta extremidade une-se um ducto proveniente da vesícula seminal que em seguida, atravessa a próstata para unir-se a uretra. A região dilatada do ducto da vesícula seminal, é chamada ampola; a região mais estreita, inclusa na próstata, é o ducto ejaculador. Este ducto é revestido por um epitélio pseudo-estratificado cilíndrico com estereocílios.

Glândulas Sexuais Acessórias:
Vesícula Seminal
As vesículas Seminais são estruturas saculiformes alongadas e contorcidas, que medem aproximadamente 5cm de comprimento e localizam-se entre a face posterior da bexiga e do reto. O produto de secreção da glândula é amarelado, ligeiramente alcalino, viscoso e rico em frutose.

Próstata
É a maior das glândulas acessórias, circunda a porção inicial da uretra. O seu componente glandular consiste em 30 a 50 glândulas tubuloalveolares. Os ductos provenientes de cada uma dessas glândulas convergem para formar ductos terminais que se abrem diretamente na porção prostática da uretra. A prostata secreta um líquido ligeiramente ácido (pH 6,5) e incolor, rico em ácido cítrico e fosfatase ácida. Contém também enzimas proteolíticas que liqüefazem o sêmen.

Glândulas Bulbouretais
São estruturas pares com cerca de 1cm de diâmetro. Durante o estímulo sexual, as glândulas bulbouretais secretam uma substância clara e viscosa semelhante a muco que, provavelmente, atua como lubrificante para a uretra.

Pênis
O pênis é constituído, principalmente por um par de corpos cavernosos, localizados dorsalmente e um corpo esponjodo localizado ventralmente. O corpo esponjoso ou corpo cavernoso da uretra, circunda a uretra e apresenta uma expansão distal, chamada glande do pênis. Essas três estruturas, constituídas por tecido eretil, são circundadas por tecido conjuntivo frouxo, rico em fibras elásticas e pela pele. O tecido eretil é constituído de espaços cavernosos formados por uma rede de trabéculas delgadas revestidas por endotélio. O pênis fica eretil quando estes espaços são distendidos pelo sangue; no estado de flacidez, os espaços contêm uma quantidade reduzida de sangue.
 

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